9 de outubro de 2026

Com fake news e pressão para cooptar adversários,  “chapa branca” tenta manter o controle da entidade   

         Lideranças indígenas na chapa de Joaquim               Joaquim vem percorrendo os municípios
Nas semanas decisivas que antecedem as eleições na Federação dos Trabalhadores na Educação (Fetems), o embate entre as duas chapas concorrentes vem ganhando contornos sintomáticos. A Chapa 1, liderada por Deumeires Morais, cadidata do atual presidente – Jaime Teixeira, no poder há 20 anos -, foi denunciada pela Chapa 2, “Alternativa”, de fazer uma campanha suja para se manter no controle da entidade.
A Chapa de Deumeires é acusada de práticas condenáveis, como a divulgação de fake news (notícias falsas) e pressões abusivas na tentativa de cooptar adversários ou afastar da disputa candidatos inscritos pela Chapa 2, encabeçada pelo professor Joaquim de Oliveira Neto. Para ele, a sociedade espera que uma eleição desta categoria seja um exemplo de lisura e compromisso democrático.
Professores (as) que apoiam a Chapa 2 em vários municípios informam a ocorrência de tentativas ilegais de cooptação. Nas cidades de Dourados e Cassilândia, por exemplo, pessoas indicadas para cargos nas diretorias da Fetems foram procuradas por adversários com o propósito de convencê-las a retirar seus nomes da chapa ou até abandonarem a campanha do professor Joaquim.
Ao desviar-se de seu papel, usando e abusando da sua estrutura de poder para favorecer a candidata “chapa branca” e estender até 2029 a  hegemonia do grupo que a comanda há 20 anos, a direção da Fetems não pensa nos interesses da categoria, segundo o professor Joaquim. “Não há outra justificativa para estas ações que não seja o desespero, a sensação de que a rejeição à atual gestão é muito maior do que se imaginava”, diz.
INDÍGENAS NA CHAPA – A Chapa Alternativa-2 é a primeira a incluir na diretoria três indígenas, reconhecendo a importância e a força do protagonismo dos povos originários. “O que marca a campanha são esses diferenciais. Na questão dos povos originários, por exemplo, em nenhuma outra disputa uma chapa demonstrou este olhar afirmativo”, frisa Joaquim, destacando a presença de três indígenas de Dourados no corpo de diretores.
Com o crescimento da campanha, o professor Joaquim não duvida que outras manobras rasteiras esteja preparadas contra sua candidatura. Porém, garante que todas as tentativas de depreciar ou diminuir a Chapa 2 têm sido e continuarão sendo tiros no pé: “A chapa branca não tolera ser confrontada, não admite a simples ideia de que pode perder, e então faz isto que vem fazendo: apela, faz jogo sujo, semeia mentiras. E sequer se preocupa com as irregularidades que está patrocinando, desde as fake news às tentativas de impedir concorrência e outras violações estatutárias já configuradas”.
Divulgação
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