14 de julho de 2026

Soraya rebate Paulo Figueiredo sobre voto feminino: “defeca pela boca”

Parlamentar afirma que a declaração configura violência política de gênero e cobra providências do Ministério Público.

A senadora Soraya Thronicke (PSB/MS) anunciou que acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o empresário e influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo após ele repostar, em seu perfil no X, o vídeo o vídeo que vinha circulando nas redes sociais com sua declaração sobre o voto feminino.

Na publicação, o influenciador afirmou que reiterava o conteúdo da fala.

No vídeo, Figueiredo diz que “mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras”

A parlamentar classificou a manifestação como misógina e informou que pediu a abertura de ação penal contra o influenciador.

Em publicação nas redes sociais, Soraya afirmou que a declaração extrapola o campo da opinião política e atinge as mulheres como grupo. A senadora também pediu que Figueiredo seja proibido de se comunicar publicamente por meio das redes sociais e de outros canais de comunicação.

“Independente de quem seja a mulher atacada, se mexeu com uma, mexeu com TODAS. Esse tipo de conduta não pode mais ser individualizada.”

Na publicação, Soraya classificou as declarações de Paulo Figueiredo como misóginas e cobrou providências das autoridades.Reprodução / X

Representação à PGR

Na manifestação, Soraya afirmou que a violência política de gênero ultrapassa a figura da mulher diretamente ofendida e afeta todas as mulheres.

“A violência política de gênero ultrapassa a figura da ofendida e ataca todas nós, e é por isso que acabo de oficiar a MPF/PGR para que inicie a ação penal o quanto antes.”

A senadora também fez duras críticas ao influenciador, chamando-o de “traidor da pátria”, “foragido da Justiça brasileira” e “covarde”. Em outro trecho, afirmou que ele, dos Estados Unidos, resolveu “defecar pela boca”.

O Brasil conta, desde 2021, com uma legislação específica sobre o tema.

Lei 14.192 estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher, além de prever mecanismos para coibir condutas que busquem impedir, dificultar ou restringir os direitos políticos das mulheres, inclusive no exercício de mandato eletivo.

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