9 de outubro de 2026

Nova obra de Janet Zimermann será lançada nesta terça-feira

Gaúcha de Catuípe que esbanja o jeito de ser sul-mato-grossense, Janet Zimermann está entre os principais nomes da literatura no Centro-Oeste. Vencedora de vários prêmios, entre os quais o Guavira 2017 por “Pétalas Secretas”, estará lançando o seu quinto livro, “Ácaros de Ícaros – Metapoesia”, nesta terça-feira, 30, a partir das 18h, na Doce Lembrança (Rua Dom Aquino, 2055), pela Editora Patuá.
Poeta beletrista, Janet Zimmermann é reconhecida pelo profundo mergulho nos meandros da palavra, fazendo as leituras de superfície e de conteúdo, ora reconhecendo as essências, ora ressignificando-as. Não por acaso é aplaudida por consagrados autores e críticos locais e nacionais, entre eles o acadêmico Carlos Nejar, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) e a escritora e professora universitária Lucilene Machado
Ela define assim “Ácaros de Ícaro”, ela assim o define: “Inspirado, metaforicamente, no mito de Ícaro, não por sua ambição desmedida que o levou à morte por voar muito perto do sol, mas pelo comum desejo que os poetas têm de encontrar um lugar ao sol por meio de seus livros, a fim de realizarem seus sonhos aprisionados no Labirinto do Minotauro da realidade”. E acrescenta: “De modo que Ácaros representam o abandono da poesia encalhada nas prateleiras e Ícaros simbolizam os livros de poesia e seus próprios poetas autores com seus voos e quedas”.
VERSOS LIBERTÁRIOS – Janet Zimermann explica que a obra, com os seus 90 metapoemas, além de “mostrar a realidade de um mundo descartável”, lança um grito de indignação, representado com o som inaudível de um cair de penas. “Ei-lo, pois, com a minha fiel representação, contendo a mensagem principal, bem como o meu fazer poético, ou seja, metapoesia. Nele exibo neologismos e alguns poemas livres de pontuações como uma forma de libertação através do versilibrismo, gênero poético que escolhi e através do qual traduzo, à minha moda, meus sentimentos mais caros”.
Versilibrismo, em síntese, é a prática do verso livre. É uma escola da poesia que defende o verso livre, desamarrado das regras tradicionais da métrica e da versificação, baseando seu efeito poético sobretudo no ritmo. Esta confissão de Zimermann também configura uma tradução: “Versar é a minha conversa. Até porque, escrever é desvencilhar-se, é rever reviver reavivar / palavras de todo o peso / é cortar os fios / das pipas originais / e sentir-se leve e livre / até / o próximo salvamento”.
Edson Moraes

A poeta versilibrista Janet Zimermann: quinta obra literária

O livro “Ácaros de Ícaros – Metapoesia”: grito de indignação

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