Oficina e visitas guiadas aproximam público do processo criativo da exposição “O que permanece em nós?”
Programação gratuita acontece aos sábados, em outubro, com atividades de mediação e oficina de construção de imagem poética
A exposição “O que permanece em nós?”, de Wendel Fontes, também terá uma programação educativa voltada à aproximação do público com as obras e com os processos de criação que deram origem à mostra. Nos dias 3, 10, 17 e 24 de outubro, sempre aos sábados, das 14h às 17h, serão realizadas quatro ações gratuitas de mediação, que integram visitas guiadas e uma oficina de construção de imagem poética.
Realizada na Galeria Wega Nery, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande, a exposição reúne 21 pinturas e uma instalação que investigam relações entre infância, memória, imaginação e ficção. A programação educativa amplia essa experiência ao convidar os visitantes a observar as obras com mais atenção, conhecer o percurso do artista e experimentar, na prática, diferentes formas de criação.
Cada encontro começa com uma visita guiada pela exposição, conduzida pela arte-educadora Letícia Maidana, com participação do próprio Wendel Fontes. A proposta é criar um contato mais próximo com as pinturas, seus processos de elaboração e as questões que atravessam a pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos três anos.
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Letícia Maidana iniciou sua trajetória nas Artes Visuais de forma autônoma e, desde 2018, desenvolve trabalhos em pintura, desenho, muralismo e tatuagem experimental. Em 2023, ingressou no bacharelado em Artes Visuais da UFMS, onde ampliou sua pesquisa para linguagens como colagem, fotografia, lambe e gravura, além de atuar com arte-educação e mediação cultural. Sua experiência inclui uma oficina de colagem manual realizada na UFMS, em 2025, planejamento de material educativo e mediação cultural na exposição “Artistas da Natureza”, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, e atuação como professora de Artes Visuais na Casa de Ensaio.
Depois da visita, o público participa de uma oficina de construção de imagem poética, ministrada por Letícia, na qual poderá experimentar o cruzamento entre pintura, colagem e escrita. A atividade parte das experiências e repertórios individuais dos participantes e propõe a criação de imagens em diálogo com os temas presentes na exposição.
“A oficina propõe repensar imagens já existentes, tensionando-as, reconfigurando-as e dando-lhes novos significados. A partir de símbolos presentes nas obras de Wendel e das memórias da infância de cada participante, vamos experimentar formas, cores, textos, texturas e outras possibilidades gráficas para construir novas imagens e comunicar sentimentos e ideias subjetivas”, explica Letícia Maidana.
Segundo Wendel Fontes, a ideia é que a programação funcione como uma extensão do próprio espírito da mostra. “A proposta é estimular a criação de imagens a partir das experiências e repertórios de cada participante, estabelecendo diálogos com as questões apresentadas na exposição”.
Mais do que ensinar uma técnica específica, a oficina pretende estimular a experimentação, a troca e novas possibilidades de percepção. “As atividades não exigem experiência prévia em artes visuais e buscam criar um espaço de experimentação, troca e reflexão, aproximando o público dos processos de criação artística e ampliando as possibilidades de leitura e interação com a exposição”, explica o artista.
Uma exposição para desacelerar
A programação educativa dialoga diretamente com a proposta de “O que permanece em nós?”, que parte de perguntas sobre aquilo que a infância deixa na vida adulta. Nas pinturas, Wendel trabalha com cenas de crianças, memórias e situações cotidianas transformadas por elementos de ficção e estranhamento. A exposição também conta com uma instalação sonora em forma de árvore, com latinhas de alumínio inspiradas na brincadeira do telefone sem fio e áudios de pessoas idosas contando memórias da infância.
Assim como a exposição, as visitas e oficinas propõem ao público um tempo diferente de contato com a arte: um espaço para observar, conversar, experimentar e produzir novas imagens a partir das próprias referências.
As quatro ações contarão com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Codes, ampliando as possibilidades de participação do público.
A participação é gratuita e as atividades não exigem experiência anterior em artes visuais. Este projeto conta com investimento da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), do Governo Federal, por meio do MinC (Ministério da Cultura), executado pelo Governo do Estado, através da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul).
Serviço
Visitas guiadas e oficinas – exposição “O que permanece em nós?”
Datas: 3, 10, 17 e 24 de outubro de 2026
Horário: das 14h às 17h
Local: Galeria Wega Nery – Centro Cultural José Octávio Guizzo, Campo Grande (MS)
Atividades: visita guiada e oficina de construção de imagem poética
Participação: gratuita
Acessibilidade: intérprete de Libras e audiodescrição das obras via QR Code.


