Partidos já têm os primeiros nomes da próxima corrida às urnas
Ainda faltam 15 meses para o início das eleições gerais de 2026. Os eleitores de Mato Grosso do Sul vão escolher o presidente da República e o vice, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Até o momento as especulações dominam os comentários sobre candidaturas e coligações. Todavia, alguns projetos e definições podem ser mencionados.
O PSDB já tem sua chapa majoritária pronta. O governador Eduardo Riedel quer a reeleição e o ex-governador Reinaldo Azambuja brigará por uma das vagas do Senado. Só falta aos tucanos decidir se optará pela fusão ou será incorporado por outras legendas e acertar quais os partidos terá na sua coligação.
Em princípio, buscar a reeleição é o projeto atual dos parlamentares tucanos. São três deputados federais (Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende) e seis estaduais (Jamílson Name, Lia Nogueira, Pedro Caravina, Paulo Corrêa, Mara Caseiro e Zé Teixeira). Mas é possível que haja mudanças. Resende, por exemplo, não esconde o desejo de concorrer ao Senado, enquanto Mara sonha com um lugar na Câmara dos Deputados.
PRIORIDADE – No PP da senadora Tereza Cristina e da prefeita Adriane Lopes, uma das prioridades é reeleger o deputado estadual Lídio Lopes. Embora ainda esteja sem partido, ele é marido da prefeita e fora da prefeitura é a voz de maior influência política na administração de Campo Grande, juntamente com Tereza Cristina. Há quem afirme que Lopes está com os dois pés no PP, só faltando assinar a ficha.
O PP tem dois deputados estaduais: Gerson Claro, o presidente da Assembleia Legislativa, e o decano Londres Machado, que já acumula 13 mandatos. Nas últimas semanas Gerson Claro vem aparecendo na mídia e nas pesquisas entre os nomes citados como possíveis candidatos a senador. E ele mesmo já deu o aceno: “Estou à disposição do partido”.
Os petistas inicialmente já definiram as candidaturas do deputado federal Vander Loubet ao Senado e dos deputados estaduais Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane à reeleição. Mas o partido, contrariado com o apoio do governador Eduardo Riedel (PSDB) ao projeto bolsonarista de anistia aos envolvidos no 08 de janeiro e na tentativa de golpe de estado, pode tomar decisões impactantes.
Se romper com o governador, o PT terá que entregar os cargos que ocupa no governo e voltar à oposição ao PSDB, abortando o acordo feito no segundo turno das eleições de 2022, quando seu apoio foi decisivo para a vitória de Riedel na disputa sucessória estadual. O rompimento agora não dá outras opções aos petistas se não as de lançar seu próprio candidato para governador ou vice, mantendo a candidatura de Vander Loubet a senador.
FORÇAS DIVIDIDAS – O PL é uma incógnita. Até hoje não conseguiu encontrar uma receita consistente de coesão partidária e política, uma carência que contribui com a divisão das forças de direita e do próprio bolsonarismo. Apesar das boas votações individuais de alguns candidatos, o partido ainda não conseguiu lançar candidaturas majoritárias ao governo do Estado e à Prefeitura de Campo Grande.
Dessa forma, o PL fica, por enquanto, com os deputados que devem estar na fila dos que acalentam o doce sonho da reeleição. São dois federais (Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira) e três estaduais (João Catan, Coronel David e Neno Razuk). A vice-prefeita de Dourados, Gianne Nogueira, teve sua pré-candidatura a senadora lançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
No União Brasil, a ex-vice-governadora e ex-deputada federal Rose Modesto é a bola da vez. E está decidida a retomar a cadeira que já teve na Câmara dos Deputados, interessada em fazer sua campanha para garantir um palanque em terras sul-mato-grossenses para o presidenciável da sigla, o governador goiano Ronaldo Caiado.
Edson Moraes


