25 de setembro de 2026

Bolívia em crise: o povo pagando a conta da direita

A Bolívia vive hoje uma das maiores crises de sua história recente. Protestos tomam as ruas, rodovias são bloqueadas, falta combustível, os preços dos alimentos dispararam e a população sofre com inflação, desemprego e insegurança econômica. Mineiros, camponeses, professores e transportadores pedem mudanças urgentes e, em muitos casos, até a renúncia do presidente Rodrigo Paz.

O governo de direita chegou prometendo estabilidade e crescimento, mas a realidade foi outra. Em poucos meses, medidas econômicas duras atingiram diretamente a população mais pobre, como cortes de subsídios aos combustíveis e políticas de austeridade que aumentaram drasticamente o custo de vida. O resultado foi imediato: combustível mais caro, inflação em alta e revolta popular nas ruas.

Enquanto isso, o discurso de “modernização” e “livre mercado” não resolveu os problemas estruturais do país. A escassez de dólares, a queda das exportações de gás e o aumento da pobreza aprofundaram ainda mais a crise social. Hoje, o governo tenta controlar a situação com repressão policial e medidas emergenciais, enquanto a população enfrenta dificuldades até para conseguir alimentos e medicamentos.

O caso boliviano mostra como governos alinhados a políticas econômicas de choque frequentemente transferem o peso da crise para os trabalhadores e setores populares, preservando interesses das elites econômicas. Quando faltam políticas sociais fortes, planejamento e proteção ao povo, quem sofre primeiro é sempre a população mais humilde.

A Bolívia vive um alerta duro: sem equilíbrio social, diálogo e investimento na população, nenhum discurso econômico consegue sustentar a paz social por muito tempo.

Valmirar Gomes

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