25 de setembro de 2026

Bolsonarismo x Os Demais: a farsa por trás da fúria

Chegou o momento em que as máscaras começam a cair. As verdadeiras motivações políticas aparecem, e com elas, uma pergunta inevitável: quem é quem nesse tabuleiro de poder? E, mais importante: por que apoiam quem apoiam?

O agronegócio e parte expressiva da elite brasileira não são, essencialmente, bolsonaristas. Eles são, antes de tudo, anti-Lulistas. Seu ódio ao presidente não nasce da política, mas do preconceito. Não suportam ver um operário no poder. Não aceitam que a filha da doméstica estude medicina, ou que o filho do pedreiro vire doutor.

Para eles, o Brasil sempre teve dono. E Lula ousou devolver a chave do país ao povo.

Já o bolsonarismo popular — que inflamou corações nas periferias, igrejas e redes sociais — foi alimentado por uma engrenagem de mentiras. Fake news com sotaque estrangeiro, criadas por engenheiros da manipulação como Steve Bannon, mentor da extrema-direita mundial. Foi ele quem ensinou os métodos de distorção da verdade, de medo e de ódio. E foi com essa cartilha que a família Bolsonaro aprendeu a enganar um povo cansado, abandonado e sedento por esperança.

Cambridge Analytica, manipulação de dados do Bolsa Família, do INSS, do Incra… tudo feito às escondidas, minando a confiança da população em quem mais fez por ela.

Enquanto isso, os verdadeiros interesses — privatizar tudo, destruir direitos, silenciar a cultura e entregar a soberania do Brasil aos estrangeiros e a economia brasileira aos especuladores de toda parte — eram cuidadosamente escondidos sob frases feitas: “Deus acima de todos”, “família”, “pátria”. Um discurso tão bonito quanto falso.

Mas a verdade sempre volta. Mesmo depois de tanto ódio espalhado, o povo começa a enxergar. E essa é a hora de reconstruir — com coragem, consciência e comunicação.

Valmirar Gomes

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