25 de setembro de 2026

Mais Armas Não Trazem Mais Segurança


A aprovação do PDL 3/23 pela Comissão de Segurança Pública da Câmara é um retrocesso grave. Ao tentar anular o decreto do presidente Lula — que buscava restringir a proliferação de armas — o Congresso, sob influência da chamada “bancada da bala”, joga contra os dados, contra a ciência e contra a paz social.
O autor da proposta, deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), representa um grupo político que surfou na onda do armamentismo bolsonarista, ignorando os alertas de estudiosos e entidades internacionais de segurança pública. A agenda armamentista não é só perigosa — ela já demonstrou, na prática, aumentar o número de homicídios, feminicídios, suicídios e acidentes domésticos com armas.
O que dizem os dados?
O Brasil teve um aumento de 473% no número de armas em circulação entre 2018 e 2022 (Fonte: IPEA / Fórum Brasileiro de Segurança Pública).
A cada arma legal comprada por um CAC, aumenta-se o risco de desvio para o crime organizado — como mostraram operações da PF no Rio e em Mato Grosso
O Instituto Sou da Paz mostra que mais armas = mais mortes. Estados com maior flexibilização do acesso às armas apresentam taxas de homicídio mais elevadas.
Desmonte de políticas públicas
O decreto do governo Lula tentava colocar freio no descontrole deixado por Bolsonaro. Ele previa:
Limites na compra de armas por CACs;
Suspensão de novos registros enquanto fosse feito um recadastramento nacional;
Fiscalização mais rigorosa dos clubes de tiro.
Revogar esse decreto, como quer o PDL 3/23, é o mesmo que abrir novamente a porteira da violência e da ilegalidade.
Posição cidadã
É hora da sociedade se manifestar com firmeza: não queremos armas, queremos segurança. Não queremos clubes de tiro ao lado de escolas, nem jovens estimulados a se armarem. Queremos investimento em inteligência policial, educação, cultura, esporte e políticas de paz.
Valmirar Gomes

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