Caos na saúde é um dos fatores que colocam Adriane Lopes entre os piores gestores das capitais brasileiras
Gestão Entubada
Com 80% de desaprovação e 60% de avaliação ruim ou péssima, de acordo com recente pesquisa do Instituto Ranking Brasil, a prefeita Adriane Lopes (PP) confirmou Campo Grande entre as capitais com as piores gestões em teritório brasieiro. Num quadro geral de desleixo e de incapacidade para solucionar os problemas mais elementares, o segundo mandato de Adriane repete e consegue piorar o primeiro, tendo na saúde pública um dos carimbos mais negativos de sua performance.A falta de medicamentos, uma questão que poderia ser evitada sem grandes esforços – conforme ficou demonstrado na audiência pública da Câmara Municipal esta semana -, retrata com clareza indiscutível o nível e o tamanho do caos em que se encontra a política pública de saúde na cidade. Na audiência, requerida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), não foram apenas as pessoas simples, do povo, como as mães atípicas, que abordaram esta falha.
Médicos e profissionais de saúde juntaram sua voz à dos médicos, profissionais e autoridades do setor para apontar o desabastecimento dos estoques nas farmácias básicas da rede. Segundo Luiza Ribeiro, estão em falta 63 tipos de medicamentos nos postos. Feito pelo Poder Executivo, o repasse para a compra de medicamentos foi reduzido em cerca de R$ 03 milhões. A informação foi dada pela técnica da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Campo Grande, Silvia Uehara.
Médicos denunciaram a falta de medicamentos, insumos e exames. Os profissionais que atuam em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) informaram ter sido alertados sobre a falta de medicamentos essenciais, como a ceftriaxona. É um antibiótico essencial no socorro a quadros de grave infecção. Numa inflamação da vesícula, uma pancreatite infecciosa ou uma pneumonia grave é preciso ter a ceftriaxona disponível. Além do antibiótico, as unidades não dispõem de outros medicamentos, insumos e exames laboratoriais.
Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconcelos salientou que a falta de medicamentos não é novidade, sendo problema crônico que se arrasta nos últimos anos. O superintendente regional do Ministério da Saúde, Ronaldo Costa, levantou a “necessidade de boa gestão e que municípios se organizem”, citando que Campo Grande ainda tem quase R$ 1,6 bilhão para aplicar na saúde. O orçamento total gira em torno dos R$ 2 bilhões.
Edson Moraes



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