9 de outubro de 2026

Governo reforça prevenção à dengue durante o carnaval

(Larissa Castilho, da Vigilância em Saúde: “Precisamos unir os esforços do poder público e da população”)
Os dias de carnaval seriam  muito mais felizes e seguros se as ruas, clubes, residências, quintais e terrenos baldios não abrigassem uma séria ameaça à vida das pessoas: é o aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Pois este terrível inseto continua atazanando as autoridades e é na folia de Momo que sua presença fica ainda mais perigosa, em virtude da festa e das bricandeiras que relaxam os foliões
Todo cuidado é pouco, alertam as autoridades. O governo estadual reforça o trabalho de prevenção no período, recomendando à população o máximo de cuidados. Em 2025 foram registrados 14.126 casos prováveis e 8.461 casos confirmados, com 287 óbitos até agosto. Este ano já foram contabilizados 816 casos prováveis , com 79 confirmados até o início de fevereiro, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.  conforme dados da SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde).
Além da dengue, o aedes aegypti transmite dengue, chikungunya e zika. Com o aumento da circulação de pessoas e da produção de resíduos durante o período festivo, a SES alerta para a importância do descarte correto do lixo e da eliminação de recipientes que possam acumular água parada. A medida é fundamental para reduzir os riscos de formação de criadouros do mosquito.
MOBILIZAÇÃO – A gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, observa que o período exige atenção redobrada da população. “É importante que a população redobre os cuidados. Pedimos atenção especial para evitar o descarte irregular de lixo e não deixar recipientes com água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito”, recomenda. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, enfatiza que o enfrentamento das arboviroses depende da mobilização coletiva.
“O carnaval é festa, com grande circulação de pessoas. Precisamos unir esforço do poder público e da população para impedir o avanço da dengue”, insiste Larissa. O coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Rosário, adverte sobre o lixo descartado incorretamente. “Uma simples lata ou um copo plástico na rua pode virar criadouro em poucos dias. O mosquito se desenvolve rapidamente e cada recipiente com água parada representa um risco ”, alerta.
  A Secretaria informa que mais de 70% dos focos do mosquito são encontrados em ambientes domiciliares. “O controle do mosquito começa dentro de casa. Quando cada morador faz a sua parte, é possível reduzir significativamente os índices de infestação e proteger toda comunidade”,   asseverou Larissa Castilho.
Edson Moraes

Aedes aegypti: a picada deste inseto pode trnasmitir dengue, chikungunya ou zika

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