14 de junho de 2026

Categórico, Papy garante que a Câmara não permitirá a falta de  assistência à saúde dos campograndenses

Ao comentar a grave crise que afeta os serviços da rede pública de saúde em Campo Grande, o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Vicente Neto, o Papy, decidiu manifestar enfaticamente um compromisso: o Poder Legislativo, por meio de seus 29 integrantes, não permitirá que a população fique desassistida. A declaração de Papy veio num momento em que seus colegas discutem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os motivos que colocaram a gestão municipal num estado de incapacidade para resolver o problema.
Papy mencionou várias falhas na assistência à população, como as filas nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas), a falta de remédios e a demora para agendamento de consultas e exames, agravam a situação de subfinanciamento que é enfrentada pela Secretaria Municipal de Saúde  (Sesau). “A Câmara não vai admitir que o serviço de saúde pública da Capital continue deixando as pessoas desassistidas. Cumprimos o nosso papel maior, mais importante, que é defender as demandas da sociedade”.
Os campograndenses sabem que ao longo dos últimos anos, em especial durante 2025, os vereadores tiveram muitas dificuldades para a fiscalização da saúde municipal. Criticaram a ausência de um secretário no período em que a Sesau foi administrada por um Comitê Gestor, cujo desempenho sofreu questionamentos da população e do Legislativo. A insatisfação também é alimentada por queixas frequentes dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que suportam transtornos e humilhações quando procuram acesso aos serviços básicos.
TRANSPARÊNCIA – Ao observar que o atual titular da Sesau, Marcelo Vilela, se propôs a informar as questões desafiadoras da saúde, Papy aponta um item fundamental para a fiscalização: a transparência. “Quando se disponibiliza o acesso à documentação necessária para que se analise os dados e os resultados, temos o passo decisivo para alinhar na crítica ou na defesa argumentos concretos, sem eventual contaminação por fatores estranhos ao mérito do problema”, deduz o presidente.
Independentemente da conjuntura financeira da Sesau, a prioridade é garantir o atendimento à população, reitera Papy. “A secretaria alega que existe um subfinanciamento dos recursos e está comprovando isto ao Ministério Público. Se o problema é de ordem financeira, o Executivo precisa buscar esses recursos. Mas a Câmara não permitirá que a cidade fique desassistida e desabastecida de assistência e de medicamentos”,  avisa.
“Com transparência, a Câmara fiscaliza sem ser necessário instalar uma CPI. Sem acesso às informações, a CPI vem a ser um instrumento necessário para investigar, documentar e ouvir os responsáveis”, sublinha Papy. Mesmo com o diálogo em andamento, ele deixa cravado que a Câmara seguirá vigilante. Papy pondera que a nomeação de Vilela traz um sinal alentador, com as iniciativas de aproximação para melhorar as relações entre a gestão e o Legislativo.
Em recente reunião na Câmara Municipal, Marcelo Vilela levou informações sobre a Pasta e discutiu algumas demandas, como a falta de medicamentos, a estrutura da rede e questionamentos levantados na CPI. Segundo Vilela, a secretaria enfrenta limitações orçamentárias e tem buscado comprovar o subfinanciamento junto a órgãos de controle.

Edson Moraes


Papy: se houver transparência, CPI pode ser desnecessária –  Foto Izaías Medeiros

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