14 de junho de 2026

Planejamento de 100 dias para obras na Rota da  Celulose garante prioridade à segurança viária

Ao visitar a concessionária responsável pela gestão da Rota da  Celulose – formada por três rodovias estaduais (MSs) e duas federais (BRs) -, o governador Eduardo Riedel (PP) tomou conhecimento do estágio de preparativos técnicos e operacionais para início das obras. Ele foi ao escritório do Consórcio “Caminhos da Celulose”, acompanhado por dois secretários, Guilherme Alcântara, de Infraestrutura e Logística (Seilog), e Rodrigo Perez, de Governo e Gestão Estratégica (Segov).
Recepcionados pelo diretor-presidente da concessionária, Luiz Fernando De Donno, Riedel e seus acompanhantes ficaram sabendo do planejamento para os primeiros 100 dias de trabalho, que vai cobrir 870 km de extensão das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. A prioridade para o período é a segurança viária, recuperando 1,6 km de proteção contínua (defensa metálica), 22,5 km de revitalização da sinalização, 5 mil tachas refletivas e reposição de 490 placas.
Riedel considerou proveitosa a visita, realizada terça-feira, 17, em Campo Grande. Além das informações prestadas por diretores e técnicos, Riedel, Perez e Alcântara conferiram detalhes das atividades iniciadas. O desenvolvimento, disse, é um processo que impõe extremos cuidados, que vão do planejamento à execução, com monitoramento técnico. “Este é um dos principais corredores da economia agroindustrial do país”, afirmou.
PRESTAÇÃO DE CONTAS – De Donno enfatizou que viveu um momento honroso ao receber o governador e seus secretários. “Foi a oportunidade de atualizá-los sobre o andamento dos trabalhos e fazer uma prestação de conta destes primeiros dias, pontuando o que já fizemos e também o planejamento para os 100 dias, compromissos que apresentamos ao assinarmos o contrato para a concessão”, ressaltou.
Na recuperação do pavimento das rodovias, na implantação da sinalização e outras atividades serão mais de 30 empresas para fazer a roçada e a defensa metálica. O diretor explicou que o foco é causar um “impacto positivo” nas pessoas que moram ou trafegam pelas rodovias, para que vejam e experimentem os benefícios. “A Rota da Celulose é uma nova modelagem rodoviária. Dispõe de tecnologia, modernidade e flexibilidade, sendo possíveis novos investimentos caso haja aumento no fluxo do tráfego”, acentuou Perez.
“Foi definido o início do recapeamento nas rodovias durante o primeiro ano, dos 870 km de extensão, que serão recuperados, dando condição de segurança para população nas rodovias que fazem parte da concessão”, completou Alcântara. O objetivo da parceria público-privada é impulsionar o desenvolvimento garantindo segurança ao usuário. A concessão prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 6,9 bilhões destinados a despesas de capital e R$ 3,2 bilhões a custos operacionais.
O contrato prevê diversas obras de melhorias, entre elas 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas obras de artes especiais de engenharia. A Rota da Celulose contará com 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.
Uma das inovações é o sistema em “free flow”, um pedágio sem barreira que vai propiciar maior fluidez, menos emissão de CO2 (fluxo contínuo) e segurança viária. Haverá comunicação contínua, com 484 câmeras – uma a cada 1.8 km -, rodovias 100% monitoradas, sensores  para avaliação de tráfego e controle de velocidade.s
Edson Moraaes
Riedel, na concessionária da Rota da Celulose: cuidando de 870 km de rodovias estaduais e federais – Foto Álvaro Rezende

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