14 de junho de 2026

Com histórico de referência nas lutas pela educação, Fátima Silva foi eleita na CNTE com 93,7% dos votos

Para um mandato de quatro anos, a pedagoga e ativista Fátima Silva é a nova presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Ela reebeu 93,7% dos votos da categoria, durante o 35º Congresso da categoria, realizado entre os dias 15 e 18 deste mês no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF).
Com 4,5 milhões de educadores das escolas públicas, a CNTE está entre as representações sindicais mais importantes do País. Participaram do 35º congresso de dois mil delegados de todos os estados brasileiros. Fátima é formada em Pedagogia pela Universidade Federal (UFMS) e a sua iniciação no Magistério foi em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.
Destacou-se como professora e incentivadora da organização e das lutas da categoria. Assim, tornou-se uma liderança com reconhecimento estadual e ganhou apoio para ser eleita presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). Sempre na vanguarda dos movimentos pela educação pública e gratuita, sua voz e sua presença estão garantidas nos colegiados e atividades dos educadores do Estado e do País.
VOZ E HISTÓRIA – Segunda mulher a presidir a CNTE, entidade da qual foi secretária de Relações Internacionais, além de vice-presidente da Internacional da Educação para América Latina, Fátima Silva considera que sua eleição é mais que ocupar um cargo: “É reafirmar que as mulheres têm voz, têm história e têm papel central na luta sindical e na construção da educação pública brasileira”.
  Fiel às raízes, no discurso de posse sugeriu: “Se alguém perguntar de onde venho, como diz a música {Sonhos Guaranis, do compositor Paulinho Simões}, venho da fronteira onde o Brasil foi Paraguai’”. E acrescentou: “Vim do chão da escola, e foi lá que descobri muito cedo que ser educadora é um ato de coragem”.  Uma coragem que para ela é hoje determinante no enfrentamento do retrocesso e do fascismo, que tentam desconstruir os valores democráticos e libertários.
Edson Moraes
 
Fátima Silva: “As mulheres têm voz na construção da educação pública” –  foto; Instagram
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